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Histórias da Imigração Japonesa
 
Série com 05 documentários de 24 minutos sobre as histórias que envolvem os 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil para TV e DVD.
Um pouco da História
Os Japoneses no Brasil
O Brasil possui a maior colônia japonesa fora do Japão. Estima-se que são cerca de 1,168 milhões de pessoas. Desse total, 20% são japoneses natos e 80% são nisseis (filhos), sanseis (netos) ionseis (bisnetos), e gosseis (tataranetos). Em 2008 será comemorado o centenário da imigração.
Razões da emigração
Até meados do século XIX o processo de empobrecimento no campo era crescente. Pressionados por altos impostos, os camponeses hipotecavam e vendiam suas terras sendo forçados a deixar o campo e ir para as cidades.
A instalação do governo do imperador Meiji, em 1868, marca o início da modernização do Japão. Procurando construir um país novo, moderno e transformar-se numa potência industrial, o governo realiza uma reforma agrária. Mas os lotes são pequenos e criam-se pesados impostos sobre as propriedades rurais e produtos agrícolas. A situação se agrava quando em 1873, os impostos deixam de ser pagos em espécie e passam a ser cobrados em dinheiro. Como conseqüência, nessa época grande parte dos pequenos e médios produtores haviam perdido suas terras, gerando miséria no campo e nas cidades, onde o setor industrial não conseguia absorver essa mão de obra. O desemprego, a escassez de comida, a miséria e o excesso de população levaram a uma grande tensão social. O governo procurou resolver esses problemas estimulando a emigração.

Já em 1868, jovens japoneses haviam emigrado para o Havaí e a Ilha de Guam. A partir de 1884 o governo traça um política de emigração, organizando um fluxo de imigrantes para o Havaí, Estados Unidos, Canadá e o Peru, trabalhando nas indústrias pesqueira e madeireira.
Foram criadas Companhias de Emigração, empresas que se incumbiam de fazer a propaganda das vantagens de trabalhar no exterior, de recrutar e selecionar candidatos, fazer o transporte e os contratos de trabalho. O Brasil começou a atrair japoneses depois que países, como o Peru, os Estados Unidos e o Canadá, impuseram restrições à imigração asiática, tanto de japoneses quanto de chineses.
A imigração japonesa para o Brasil
No final do século XIX, o café era o principal produto de exportação brasileiro. Desde a proibição ao tráfico de escravos em 1850, o governo brasileiro passou a estimular a imigração como forma de suprir as necessidades de mão de obra para o cultivo do café. Desde do início a preferência era por imigrantes europeus. Haviam resistências culturais a imigrantes orientais. Em 1890, o governo brasileiro criou até uma lei dificultando a entrada de imigrantes asiáticos no território nacional. Mas as necessidades de mão de obra eram crescentes. Os 12 últimos anos do século XIX foram o período de maior entrada de imigrantes.
Os primeiros imigrantes japoneses desembarcaram no porto de Santos em 1908 como decorrência da assinatura de um contrato entre o governo paulista e a “Companhia Imperial Japonesa de Imigração” pelo qual esta se obrigava a introduzir 3.000 imigrantes, sendo as despesas de passagens pagas pelo Estado.



Fases da Imigração
A imigração japonesa para o Brasil pode ser dividida em 3 fases:
1908 – 1925
Essa época é considerada a fase experimental. É quando vieram trabalhadores agrícolas destinados a suprir a falta de braços nas lavouras de café. Até 1921, ano em que o Estado de São Paulo suspendeu os subsídios que dava à imigração, chegaram 30 mil pessoas.
Em 1925, o governo japonês decidiu financiar vinda de imigrantes. Já havia no Brasil nessa época 40 mil japoneses, a grande maioria na lavoura de café.
1926 – 1941
Entre os anos de 1926 a 1935, a imigração japonesa para o Brasil atingiu o seu auge. Crises econômicas internacionais, como a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, levou a economia do Japão ao caos e a população à miséria, dando impulso a um novo aumento da emigração.
Entre 1935 e 1941, registrou-se uma sensível queda nas imigrações, tanto japonesa quanto européia, em conseqüência da “Lei dos 2%”, do Governo de Getúlio Vargas. Fixava a cota de imigrantes que poderiam entrar no Brasil em 2.849 pessoas ao ano. Em 1941, por causa da II Guerra Mundial, a imigração japonesa para o Brasil foi interrompida temporariamente, só recomeçando em 1953.



1953 – 1975
Esses anos marcaram a retomada do fluxo imigratório e o seu declínio em decorrência da expansão industrial japonesa. O destino principal dos imigrantes dessa fase foram os núcleos coloniais e as colônias agrícolas localizadas nas diversas regiões do país.
A partir da década de 60, teve início um outro tipo de imigração: a da indústria e capitais, trazendo técnicas e pessoal especializado para a implantação de fábricas no Brasil. Ao contrário da tendência observada na primeira fase, os que entraram nessa época já vinham com a intenção de permanecer no país.

Tratamento
A série de documentários seguirá o tratamento dado no primeiro documentário onde a história é contada através de depoimentos de imigrantes, nisseis (filhos), sanseis (netos) ionseis (bisnetos), e gosseis (tataranetos). Os depoimentos serão ilustrados por imagens dos lugares de gravação, além de toda a iconografia de época disponível (fotos, ilustrações, pinturas, imagens de jornais, revistas e propaganda). Teremos também depoimentos de populares brasileiros, personalidades, especialistas, estudiosos e pesquisadores do assunto.



Sinopses dos documentários

“Ser imigrante”;
Estrangeiros em uma terra distante e desconhecida, os japoneses que vieram ao Brasil e os brasileiros que foram ao Japão descrevem como chegaram, onde se fixaram e porque ficaram. Ser estrangeiro implica em estranhar, sofrer e quase não suportar. Mas também implica em aceitar, se transformar e se adaptar. A partir das histórias dos que vieram e dos que foram, compreende-se ou toma-se contato com cada detalhe que compõe o ser estrangeiro.

“Os imigrantes no campo”
Os japoneses vieram ao Brasil para trabalhar na zona rural. Trouxeram do seu país algumas técnicas e o conhecimento necessário para ser bem sucedido na produção agrícola. Ao se instalarem no interior do país, eles conheceram um espaço que lhes era diferente, técnicas que lhe eram distintas e relações pessoais que lhes eram estranhas. Isso criou desencontros e eventuais choques que levaram a reações. Independente do produto a que se dedicaram, o importante na trajetória desses japoneses é como viveram todas essas situações.

“Os imigrantes nas cidades”
A partir de certo momento da experiência japonesa no Brasil, os imigrantes se voltaram para a vida urbana em busca de melhores condições financeiras e principalmente em busca de melhores oportunidades para os filhos. Movimento lento, mas contínuo, a passagem para as cidades trouxe novas dificuldades na relação entre os japoneses e a terra que os acolhia. Novas funções, novos ofícios e novos tipos de relacionamento foram criados e precisaram ser aprendidos. Os japoneses já não podem mais serem como eram.

“As trocas culturais entre Brasil e Japão”
Mesmo separados por um mundo, os dois países enxergaram uma possibilidade de troca e cooperação que se iniciou por necessidade econômica e se manteve pelos seus povos. Inegavelmente os japoneses que aqui chegaram, aprenderam e assimilaram todo um modo de ser e de agir brasileiro. Isso originou reações e vontades que com o tempo também começaram a ser vistas e assimiladas pelos brasileiros. Uma troca se estabeleceu e se consolidou, tanto que no sentido inverso os brasileiros também influenciaram os japoneses e transformaram seus hábitos.

“Caminhos futuros”
Os japoneses já fazem parte da sociedade brasileira. Apesar da fisionomia ainda os diferenciar, cada vez mais eles são brasileiros. Ainda assim um modo japonês de ser, agir, pensar ou estar no mundo ainda existe. Como isso se manifesta e aparece ao longo da história? Como será daqui pra frente tanto no Brasil quanto para os brasileiros no Japão? Continuaremos a ter um Brasil com mudanças constantes e perdas de referência? E o Japão, continuará a valorizar a História e a permanência?
 
 
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